Menino é laçado por agentes da carrocinha no ES
Um menino foi laçado por funcionários que recolhiam cachorros em Linhares, no Norte do Espírito Santo. Ele estava no meio da rua quando os técnicos chegaram para recolher um animal. O menino saiu em defesa do cachorro, foi laçado e por pouco não foi enforcado. O acidente revoltou os moradores. A confusão aconteceu em uma rua do bairro São José. No ombro do menino de 13 anos, a marca da agressão. Tudo por causa de um cachorro que seria recolhido por agentes do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ). A atividade dos funcionários do CCZ revoltou os moradores. Um deles contou que os agentes chegaram a desrespeitar as normas de trânsito quando corriam atrás do menino. O Ministério Público Estadual (MPE) vai investigar o caso e os técnicos do CCZ. Os funcionários prestaram depoimento. Os dois confirmaram que laçaram o pescoço do menino, mas disseram que foi sem querer.
| — Quincas Borba! exclamou, abrindo-lhe a porta. O cão atirou-se fora. Que alegria! Que entusiasmo! Que saltos em volta do amo! Chega a lamber-lhe a mão de contente, mas Rubião dá-lhe um tabefe, que lhe dói; ele recua um pouco, triste, com a cauda entre as pernas, depois o senhor dá um estalinho com os dedos, e ei-lo que volta novamente com a mesma alegria. — Sossega! Sossega! Quincas Borba vai atrás dele pelo jardim fora, contorna a casa, ora andando, ora aos saltos. Saboreia a liberdade, mas não perde o amo de vista. Aqui fareja, ali pára a coçar uma orelha, acolá cata uma pulga na barriga, mas de um salto galga o espaço e o tempo perdido, e cose-se outra vez com os calcanhares do senhor. (...) Não lhe lembra nunca a possibilidade de um pontapé ou de um tabefe. Tem o sentimento da confiança, e muito curta a memória das pancadas. Ao contrário, os afagos ficam-lhe impressos e fixos, por mais distraídos que sejam. Gosta de ser amado. Contenta-se de crer que o é.
(Trecho do capítulo XXVIII do romance Quincas Borba, de Machado de Assis)
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