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segunda-feira, 23 de abril de 2012
UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO
CONSELHO DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO
ANEXO I DA RESOLUÇÃO Nº. 55/2010 - CEPE
PROGRAMA DE LITERATURAS DE LÍNGUA PORTUGUESA E OBRAS LITERÁRIAS
INDICADAS PARA O PROCESSO SELETIVO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO
ESPÍRITO SANTO PARA INGRESSO NOS CURSOS DE GRADUAÇÃO NO ANO
LETIVO DE 2013
PROGRAMA:a) Teoria da literatura: criação estética; linguagem literária e não literária; gêneros
literários.
b) Processo literário brasileiro: momentos do processo literário brasileiro em conexão
com a história e a cultura brasileira; o fenômeno literário brasileiro no quadro da
cultura e da literatura internacional; a expressão literária das atitudes do homem em
face do mundo; tradição e modernidade dos procedimentos de expressão literária
culta ou popular e do tratamento dado aos temas; classificação de textos em dada
época literária em função de suas características temáticas e expressionais.
c) Romantismo no Brasil: renovação e permanência de temas e de meios de
expressão da poesia romântica relativamente à do Barroco e à do Arcadismo;
características temáticas e expressionais da poesia, da ficção e do teatro romântico.
d) Realismo no Brasil: a questão do Realismo na ficção do final do século XIX e início
do século XX; o Naturalismo e o Impressionismo na ficção; o Parnasianismo e o
Simbolismo na poesia.
e) Modernismo no Brasil: o Modernismo brasileiro no contexto da cultura do século
XX; o Modernismo comparado às épocas literárias passadas; elementos de
permanência, oposição e transformação; características renovadoras na ficção;
principais tendências da poesia brasileira modernista; a poesia de 1945; tendências
pós-45.
f) Literatura contemporânea brasileira.
g) Literatura portuguesa: características temáticas e expressionais do Trovadorismo,
do Humanismo, do Classicismo, do Barroco, do Arcadismo, do Romantismo, do
Realismo, do Simbolismo e do Modernismo.
OBRAS LITERÁRIAS:
I. “Monólogo de uma sombra” – Augusto dos Anjos
II. O noviço – Martins Pena
III. Poemas – Mário de Sá-Carneiro
IV. “Singularidades de uma rapariga loira”, “Adão e Eva no Paraíso”, “Civilização” e “O
defunto” – contos de Eça de Queiroz
V. “O recado do morro” – Guimarães Rosa
VI. As meninas – Lygia Fagundes Telles
VII. O matador – Patrícia Melo
VIII. Senhor branco ou o indesejado das gentes: poemas – Paulo Roberto Sodré
IX. Kitty aos 22: divertimento – Reinaldo Santos Neves
sábado, 21 de abril de 2012
Cinderella (versão dos Irmãos Grimm)
"Filha querida, seja boa e piedosa que o bom deus sempre lhe protejerá. Eu estarei no céu olhando pra você e nunca te abandonarei."
Dito isso, ela fechou os olhos e morreu. Todos os dias a moça visitava o túmulo de sua mãe. Ela chorava e se mantinha piedosa e boa. Quando o inverno veio, a neve cobriu o túmulo com uma manta branca e quando o sol da primavera a derreteu, o homem encontrou uma nova esposa.
A mulher trouxe consigo duas filhas que eram bonitas e agradáveis de rosto, mas más e feias de coração. Começava um período ruim para a pobre moça. "Essa pata-tonta vai sentar-se na sala de visitas conosco?," elas perguntavam. "Se quer comer o pão, terá que trabalhar para ganhá-lo. Trabalhará na cozinha." Elas tiraram suas belas roupas, vestiram-na com um camisolão cinza e velho e lhe calçaram com sapatos de madeira.
"Olhem só para a princesa orgulhosa! Como está fora de moda," elas gritavam, riam e a levavam para a cozinha. Lá ela tinha que trabalhar pesado durante todo o dia, se acordava antes de o sol nascer, carregava água, acendia o fogo, cozinhava e lavava. Além disso, as irmãs ainda a maltratavam de todas as formas imagináveis - gozavam dela e derramavam as ervilhas e lentilhas nas cinzas do fogão para que ela tivesse que catar tudo de novo. Ao anoitecer, quando ela já estava cansada de tanto trabalhar, ela não tinha uma cama onde dormir e acabava deitando-se ao lado do forno, nas cinzas. Por isso ela sempre parecia suja e empoeirada e foi então que começaram a chamá-la Cinderella.
Um dia, o pai estava indo para a feira e perguntou às duas irmãs o que queriam que ele trouxesse para elas.
"Belos vestidos," disse uma delas,
"Pérolas e jóias," disse a outra.
"E você, Cinderella," perguntou ele, "o que você quer?"
"Pai, traga-me o primeiro galho de árvore que bater em seu chapéu quando estiver voltando para a casa."
Então ele comprou belos vestidos, pérolas e jóias para as enteadas, voltando para a casa, quando cavalgava por um bosque, um ramo de uma aveleira passou pelo seu chapéu. Então ele quebrou o ramo e levou consigo. Quando chegou em casa, ele deu às enteadas o que haviam pedido, e para Cinderella ele deu o ramo da aveleira. Cinderella agradeceu, foi até o túmulo de sua mãe, plantou o ramo que ganhou de seu pai, e chorou tanto que as lágrimas chegaram ao chão e regaram a planta. O pequeno ramo cresceu e transformou-se em uma árvore frondosa. Três veses por dia Cinderella sentava-se sob a árvore, chorava e rezava. Um passarinho branco sempre vinha para a árvore e se Cinderella expressasse um desejo, o passarinho jogava para ela o que ela pedira.
Um dia o rei anunciou que haveria uma festa que duraria três dias para a qual todas as moças jovens e bonitas do reino estavam convidadas para que o príncipe escolhesse sua noiva. Quando as duas irmãs souberam que estavam convidadas, ficaram eufóricas, chamavam Cinderella e diziam, "pentei nossos cabelos, engraxe nossos sapatos e ajude-nos a nos vestir, porque nós vamos ao casamento no palácio real."
Cinderella obedecia e chorava, porque ela queria ir com elas para o baile, e implorava à madastra que deixasse-a ir.
"Você, Cinderella," disse ela, "coberta de pó e sujeira como você sempre está. Você não tem roupas nem sapatos, e nem ao menos sabe dançar." E mesmo assim Cinderella continuava pedindo. Depois de um tempo a madrasta disse, "E despejei um prato de lentilhas nas cinzas, se você conseguir catar todas em duas horas, deixarei você vir conosco."
A moça foi até a porta dos fundos e chamou
"Mansas pombinhas e rolinhas
E todas as aves do céu
Venham me ajudar a catar as lentilhas.
As boas no prato,
As ruins no papo."
Logo duas pombinhas brancas entraram pela janela da cozinha, em seguida as rolinhas, e por último todas as aves do céu, vieram numa revoada e pousaram nas cinzas. As pombinhas balançavam a cabeça e começaram a catar e os outros passarinhos fizeram o mesmo. Logo juntaram todos o grãos bons no prato. Não tinha passado nem uma hora quando acabaram o serviço e se foram.
A moça, contente, levou o prato para a madrasta. Ela acreditava que com isso poderia ir ao baile com elas.
Mas a madrasta disse, "Não, Cinderella, você não tem roupas e não sabe dançar. Você seria motivo de risos." Como Cinderella começou a chorar, a madrasta disse: se você conseguir catar dois pratos de lentilhas das cinzas em uma hora, poderá ir conosco. Ela achava que desta vez, Cinderella não conseguiria.
Quando a madrasta derramou os dois pratos de lentilhas nas cinzas, a moça foi até a porta dos fundos e chamou
"Mansas pombinhas e rolinhas
E todas as aves do céu
Venham me ajudar a catar as lentilhas.
As boas no prato,
As ruins no papo."
Logo duas pombinhas brancas entraram pela janela da cozinha, em seguida as rolinhas, e por último todas as aves do céu, vieram numa revoada e pousaram nas cinzas. As pombinhas balançavam a cabeça e começaram a catar e os outros passarinhos fizeram o mesmo. Logo juntaram todos o grãos bons no prato. Não tinha passado nem meia hora quando acabaram o serviço e se foram. A moça estava muito feliz achando que agora ela teria permissão para ir ao baile.
Mas a madrasta disse: "Isso não adianta nada. Você não pode ir conosco, pois não tem roupas e não sabe dançar. Só nos faria passar vergonha." Dito isso, ela virou as costas e partiu com suas orgulhosas filhas.
Enquanto não tinha ninguém em casa, Cinderella foi ao túmulo de sua mãe, sentou-se sob a árvore e disse
"Balance e se agite, árvore adorada,
Me cubra toda de ouro e prata."
O passarinho entregou-lhe um vestido de ouro e prata e sapatos de seda com bordados de prata. Ela vestiu-se com pressa e foi ao baile. A madrasta e as irmãs não a reconheceram e pensaram que deveria ser uma princeas estrangeira de tão bela que ela estava em seu vestido dourado. Elas nem imaginavam que podia ser Cinderella, e acreditavam que ela estava suja em casa, sentada ao lado do fogão catando lentilhas. O príncipe se aproximou dela, pegou sua mão e dançou com ela. Ele não quis dançar com nenhuma outra moça, não soltou a mão dela por um único instante e, se alguém a convidava para dançar, ele dizia
"Ela é minha dama."
Dançaram até tarde da noite, e então ela quis ir embora. Mas o príncipe disse:
"Eu te acompanho," pois ele queria saber a que família tão bela moça pertencia. Ela conseguiu escapar-se dele e se escondeu no pombal. O príncipe esperou em frente à casa até que o pai de Cinderella veio e ele disse que a moça desconhecida havia se escondido no pombal.
O pai de Cinderella pensout, "Deve ser Cinderella."
Trouxeram um machado e uma picareta e quebraram o pambal em pedacinhos, mas já não tinha ninguém lá dentro.
Quando chegaram em casa, encontraram Cinderella com suas roupas sujas deitada nas cinzas à luz mortiça de uma lamparina.
O que aconteceu foi que Cinderella se escapou rápido pela parte de trás do pombal e correu até a aveleira. Lá ela tirou suas belas vestes, deixou-as sobre o túmulo de sua mãe e o passarinho as levou. Então ela voltou pra casa e deitou-se nas cinzas vestida com seu camisolão.
No dia seguinte, a festa recomeçou. A madrasta e as irmãs foram de novo. Cinderella foi até a aveleira e disse
"Balance e se agite, árvore adorada,
Me cubra toda de ouro e prata."
Logo o passarinho lhe entregou um vestido ainda mais bonito que o da noite anterior. E quando Cinderella apareceu no baile com seu vestido, todos ficaram espantados com tanta beleza. O príncipe, que estava esperando por ela, logo pegou sua mão e não dançou com nenhuma outra moça. Quando outros vinham e a convidavam para dançar, ele dizia "Ela é minha dama."
Quando anoiteceu, ela quis ir embora e o príncipe a seguiu para ver em que casa ela entraria. Mas ela se escapou se escondendo no jardim de sua casa. Lá havia uma árvore alta e bela que dava peras maravilhosas. Ela subiu ágil como um esquilo e o príncipe não sabia onde ela estava. Ele esperou até que o pai dela veio e disse a ele, "A moça desconhecida se escapou de mim e acredito que ela tenha subido na pereira." O pai pensou: "Deve ser Cinderella." Trouxeram um machado e derrubaram a árvore, mas já não havia ningém lá. Quando chegaram em casa, encontraram Cinderella com suas roupas sujas deitada nas cinzas à luz mortiça de uma lamparina.
O que aconteceu foi que Cinderella se escapou rápido pela parte de trás do pombal e correu até a aveleira. Lá ela tirou suas belas vestes, deixou-as sobre o túmulo de sua mãe e o passarinho as levou. Então ela voltou pra casa e deitou-se nas cinzas vestida com seu camisolão.
No terceiro dias, quandoa madrasta e as irmãs já tinham saído, Cinderella foi mais uma vez até o túmulo de sua mãe e disse para a aveleira
"Balance e se agite, árvore adorada,
Me cubra toda de ouro e prata."
E o passarinho lhe trouxe um vestido que ainda mais explêndido e magnificente que os outros e sapatinhos de ouro. E quando ela chegou ao baile, todos emudeceram de admiração. O príncipe dançou apenas com ela e para todos que a convidavam para dançar, ele dizia: "Ela é minha dama".
Quando a noite chegou, Cinderella quis ir embora e o príncipe estava ansioso para ir com ela. Mas ela escapou-se tão rápido que ele não conseguiu segui-la. O rpíncipe, desta vez, usou a inteligência: mandou que passassem piche na escadaria e, quando a moça passou, o sapato do pé esquerdo ficou grudado. O príncipe pegou o sapatinho: era pequenino, gracioso e todo de ouro.
Na manhã seguinte, ele disse a seu pai que não se casaria com nenhuma moça, a não ser a dona do pé que coubesse neste sapato. As duas irmãs estavam felizes pois tinham pás pequenos. A mais velha entrou no quarto com o sapato e tentava calçá-lo enquanto sua mãe olhava. Mas ela não conseguiu colocar o sapato por causa de seu dedão do pé. O sapato era muito pequeno para ela. Então a mãe lhe deu uma faca e disse:
"Corta o dedão, quando você for rainha, não precisará andar muito a pé."
A moça cortou fora o dedão, forçou o pé para dentro do sapato, disfarçou a dor e foi ver o príncipe. Ele colocou-a na garupa de seu cavalo e saiu com ela como se fosse sua noiva. Eles tinham que passar pelo túmulo da mãe de Cinderella, e quando por lá passaram, da aveleira duas pombinhas cantaram
"Olhe para trás, olhe para trás,
há sangue no sapato,
o sapato é pequeno demais,
sua noiva lhe espera muito atrás."
Então ele olhou para o pé dela e viu o sangue pingando. Ele deu meia volta com o cavalo e levou a falsa noiva de volta para a casa, e disse para a outra irmã calçar o sapato. Ela colocou seus dedos do pé sem problemas, mas deu calcanhar era largo demais. A madrasta deu-lhe uma faca e disse:
"Corta fora um pedaço do teu calcanhar, quando fores rainha não precisarás andar a pé."
A moça cortou um pedaço de seu calcanhar, forçou seu pé para dentro do sapato, disfarçou a dor e foi ver o príncipe. Ele colocou-a na garupa de seu cavalo e saiu com ela como se fosse sua noiva. Quando passaram pela aveleira, duas pombinhas cantaram
"Olhe para trás, olhe para trás,
há sangue no sapato,
o sapato é pequeno demais,
sua noiva lhe espera muito atrás."
Ele olhor para o pé dela e viu o sangue escorrendo pelo sapato e manchando a meia de vermelho. Ele deu meia volta com o cavalo e levou a noiva falsa de volta para casa.
"Esta também não é a noiva certa," disse ele, "vocês não têm outra filha?"
"Não," disse o homem, "temos apenas a pequena e raquítica ajudante de cozinha, filha de minha ex-mulher, mas não é possível que ela seja a noiva." O príncipe pediu para vê-la, mas a mulher disse "oh, não! Ela está sempre muito suja. Não está apresentável. Mas o príncipe insistiu e Cinderella foi chamada.
Ela primeiro lavou suas mãos e o rosto, e curvou-se diante do príncipe que entregou-lhe o sapatinho de ouro. Ela sentou-se em um banquinho, tirou o pesado sapato de madeira, e calçou o sapatinho de ouro, que serviu como uma luva. Ela ergueu-se e o príncipe olhou para o seu rosto e reconheceu a bela moça com quem tinha dançado e disse:
"Esta é a noiva verdadeira."
A madrasta e suas filhas estavam horrorizadas e ficaram pálidas de raiva, ele, entretanto, colocou Cinderella sobre seu cavalo e levou-a consigo
Quando passaram´pela aveleira, as duas pombinha cantaram:
"Olhe para trás, olhe para trás,
não tem sangue no sapato,
que não lhe é apertado,
É com a noiva certa que estás."
E depois de cantar, as duas pombinhas pousaram nos ombros de Cinderella, uma no direito, a outra no esquerdo, e sicaram sentadinhas lá.
Na cerimônia do casamento do príncipe, as duas irmãs falsas foram e queriam ficar de bem com Cinderella e dividir com ela a boa fortuna que teve. Quando os noivos chegaram à igreja, a mais velha estava à direita e a mais nova à esquerda, e as pombinhas arrancaram um oçho de cada uma das irmãs. Depois, quando voltavam, a mais velha estava à esquerda e a mais nova à direita, e as pombinhas arrancaram o outro olho de cada uma delas. E então, por sua maldade e falsidade, elas foram punidas com a cegueira até o fim de suas vidas.
CHAPEUZINHO VERMELHO
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Era uma vez uma linda menininha. Todos os que a viam ficavam encantados por ela. Uma das pessoas que mais a amavam era a sua avó, que sempre lhe dava presentes. Um dia a menininha ganhou da avó um capuz vermelho de veludo. Ela gostou tanto do presente que o vestia quase o tempo todo, e por isso acabou sendo chamada de Chapeuzinho Vermelho
Certo dia, a mãe da menina lhe disse: “Chapeuzinho Vermelho, aqui está uma cesta com bolinhos e uma garrafa de vinho. Leve isso para sua avó. Ela está se sentindo doente e fraca, e esses alimentos farão bem a ela. Saia agora, pois logo será meio-dia e o sol ficará quente demais, e na floresta siga pelo caminho sem entrar na mata. Se não fizer isso pode tropeçar em alguma pedra e deixar a garrafa cair e se partir, e deixar os bolinhos caírem e se sujarem, estragando toda a comida que estou enviando para sua avó”.
“Farei tudo certo”, disse Chapeuzinho Vermelho para sua mãe.
A avó de Chapeuzinho Vermelho morava a cerca de uma hora de caminhada da aldeia. Ao entrar na floresta, Chapeuzinho Vermelho deu de cara com o lobo. Ela não sabia que lobos eram animais perigosos, por isso não teve nenhum medo.
Certo dia, a mãe da menina lhe disse: “Chapeuzinho Vermelho, aqui está uma cesta com bolinhos e uma garrafa de vinho. Leve isso para sua avó. Ela está se sentindo doente e fraca, e esses alimentos farão bem a ela. Saia agora, pois logo será meio-dia e o sol ficará quente demais, e na floresta siga pelo caminho sem entrar na mata. Se não fizer isso pode tropeçar em alguma pedra e deixar a garrafa cair e se partir, e deixar os bolinhos caírem e se sujarem, estragando toda a comida que estou enviando para sua avó”.
“Farei tudo certo”, disse Chapeuzinho Vermelho para sua mãe.
A avó de Chapeuzinho Vermelho morava a cerca de uma hora de caminhada da aldeia. Ao entrar na floresta, Chapeuzinho Vermelho deu de cara com o lobo. Ela não sabia que lobos eram animais perigosos, por isso não teve nenhum medo.
“Bom dia, menininha”, disse o lobo.
“Bom dia, senhor lobo”, respondeu Chapeuzinho Vermelho.
“Como você se chama, linda menina?” perguntou o lobo.
“Obrigada, me chamo Chapeuzinho Vermelho” ela disse.
“Chapeuzinho Vermelho, para onde você está indo?”
“Vou visitar minha vovó”
“E o que você carrega aí?”
“Uns bolinhos e vinho. Minha avó está doente e fraca, a comida vai fazer com que se sinta melhor”.
“Bom dia, senhor lobo”, respondeu Chapeuzinho Vermelho.
“Como você se chama, linda menina?” perguntou o lobo.
“Obrigada, me chamo Chapeuzinho Vermelho” ela disse.
“Chapeuzinho Vermelho, para onde você está indo?”
“Vou visitar minha vovó”
“E o que você carrega aí?”
“Uns bolinhos e vinho. Minha avó está doente e fraca, a comida vai fazer com que se sinta melhor”.
“E onde fica a casa da sua avó?”
“Entrando por este caminho na mata, fica há uns vinte minutos e distância, próximo a uns seis carvalhos dos grandes, com umas aveleiras crescendo em volta”.
“Sei onde é”
“Sei onde é”
Na verdade o lobo estava era pensando: ”Hoje mato dois coelhos com uma cajadada só. A menina e a velha vão terminar no meu bucho, só preciso ser um pouco esperto”.
O lobo disse a Chapeuzinho Vermelho que faria companhia a ela e foi caminhando a seu lado por algum tempo. Então disse: “Chapeuzinho, dê uma olhada, há lindas e perfumadas flores em todo lugar que se olhe, pare de andar e preste um pouco de atenção nelas! Além das flores, pássaros estão cantando e toda a beleza da natureza está aqui, esperando apenas que você desfrute dela. Não seja tão séria, há tempo para levar comida para a sua avozinha, aproveite o bosque, tudo é muito alegre e interessante por aqui, relaxe um pouco”.
Chapeuzinho Vermelho então pensou que não faria mal fazer o que o lobo dizia. Olhou à sua volta e ficou maravilhada com a beleza do bosque. Os raios de sol passavam por entre as folhas das árvores causando efeitos coloridos indescritíveis. Flores de todas as cores se espalhavam formando tapetes cromáticos tão maravilhosos que Chapeuzinho Vermelho ficou absolutamente fascinada. Impressionada com a beleza das flores, ela pensou: “Minha vovó vai ficar muito contente se eu levar um buquê com algumas dessas flores maravilhosas. Ela é capaz até de melhorar. Ainda tenho tempo, é muito cedo e não tenho medo do sol do meio-dia. Há tempo de sobra para colher algumas flores, levar os bolinhos, o vinho e as flores para minha vovó e ainda voltar para casa sem nenhum problema e ainda deixando a vovó mais feliz e quem sabe menos doente com todas essas flores maravilhosas”.
O lobo disse a Chapeuzinho Vermelho que faria companhia a ela e foi caminhando a seu lado por algum tempo. Então disse: “Chapeuzinho, dê uma olhada, há lindas e perfumadas flores em todo lugar que se olhe, pare de andar e preste um pouco de atenção nelas! Além das flores, pássaros estão cantando e toda a beleza da natureza está aqui, esperando apenas que você desfrute dela. Não seja tão séria, há tempo para levar comida para a sua avozinha, aproveite o bosque, tudo é muito alegre e interessante por aqui, relaxe um pouco”.
Chapeuzinho Vermelho então pensou que não faria mal fazer o que o lobo dizia. Olhou à sua volta e ficou maravilhada com a beleza do bosque. Os raios de sol passavam por entre as folhas das árvores causando efeitos coloridos indescritíveis. Flores de todas as cores se espalhavam formando tapetes cromáticos tão maravilhosos que Chapeuzinho Vermelho ficou absolutamente fascinada. Impressionada com a beleza das flores, ela pensou: “Minha vovó vai ficar muito contente se eu levar um buquê com algumas dessas flores maravilhosas. Ela é capaz até de melhorar. Ainda tenho tempo, é muito cedo e não tenho medo do sol do meio-dia. Há tempo de sobra para colher algumas flores, levar os bolinhos, o vinho e as flores para minha vovó e ainda voltar para casa sem nenhum problema e ainda deixando a vovó mais feliz e quem sabe menos doente com todas essas flores maravilhosas”.
O lobo disse a Chapeuzinho Vermelho que faria companhia a ela e foi caminhando a seu lado por algum tempo. Então disse: “Chapeuzinho, dê uma olhada, há lindas e perfumadas flores em todo lugar que se olhe, pare de andar e preste um pouco de atenção nelas! Além das flores, pássaros estão cantando e toda a beleza da natureza está aqui, esperando apenas que você desfrute dela. Não seja tão séria, há tempo para levar comida para a sua avozinha, aproveite o bosque, tudo é muito alegre e interessante por aqui, relaxe um pouco”.
Chapeuzinho Vermelho então pensou que não faria mal fazer o que o lobo dizia. Olhou à sua volta e ficou maravilhada com a beleza do bosque. Os raios de sol passavam por entre as folhas das árvores causando efeitos coloridos indescritíveis. Flores de todas as cores se espalhavam formando tapetes cromáticos tão maravilhosos que Chapeuzinho Vermelho ficou absolutamente fascinada. Impressionada com a beleza das flores, ela pensou: “Minha vovó vai ficar muito contente se eu levar um buquê com algumas dessas flores maravilhosas. Ela é capaz até de melhorar. Ainda tenho tempo, é muito cedo e não tenho medo do sol do meio-dia. Há tempo de sobra para colher algumas flores, levar os bolinhos, o vinho e as flores para minha vovó e ainda voltar para casa sem nenhum problema e ainda deixando a vovó mais feliz e quem sabe menos doente com todas essas flores maravilhosas”.
Chapeuzinho Vermelho foi então colher flores. Foi apanhando as mais bonitas que via, e assim foi se afastando cada vez mais da trilha e entrando na mata.
Enquanto isso, o lobo aproveitou para correr até a casa da avó de Chapeuzinho Vermelho. Quando chegou, bateu na porta.
“Quem é”
“Sou eu, vovó, Chapeuzinho Vermelho, sua netinha querida. Por favor, abra a porta”, disse o lobo, imitando a voz de Chapeuzinho Vermelho
“Levante o ferrolho e entre, não posso levantar da cama”.
O lobo levantou o ferrolho e abriu a porta. Atacou a avó, matando-a na hora. Então apanhou uma garrafa de vinho vazia que tinha na casa e encheu com o sangue da avó. Em seguida devorou a avó até não sobrar nada, vestiu as roupas dela e deitou na cama.
Enquanto ocorriam essas coisas terríveis Chapeuzinho Vermelho corria pra lá e pra cá catando flores. Quando já havia colhido um monte, lembrou que devia se apressar ou se atrasaria. Voltou para a trilha e em pouco tempo chegou ao seu destino. Ficou um pouco surpresa ao ver que a porta estava aberta, e ao entrar sentiu um calafrio de terror, intuindo que coisas terríveis haviam ocorrido naquele local há muito pouco tempo.
Enquanto isso, o lobo aproveitou para correr até a casa da avó de Chapeuzinho Vermelho. Quando chegou, bateu na porta.
“Quem é”
“Sou eu, vovó, Chapeuzinho Vermelho, sua netinha querida. Por favor, abra a porta”, disse o lobo, imitando a voz de Chapeuzinho Vermelho
“Levante o ferrolho e entre, não posso levantar da cama”.
O lobo levantou o ferrolho e abriu a porta. Atacou a avó, matando-a na hora. Então apanhou uma garrafa de vinho vazia que tinha na casa e encheu com o sangue da avó. Em seguida devorou a avó até não sobrar nada, vestiu as roupas dela e deitou na cama.
Enquanto ocorriam essas coisas terríveis Chapeuzinho Vermelho corria pra lá e pra cá catando flores. Quando já havia colhido um monte, lembrou que devia se apressar ou se atrasaria. Voltou para a trilha e em pouco tempo chegou ao seu destino. Ficou um pouco surpresa ao ver que a porta estava aberta, e ao entrar sentiu um calafrio de terror, intuindo que coisas terríveis haviam ocorrido naquele local há muito pouco tempo.
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“Bom dia, vovó, trousse bolinhos e vinho para a senhora”.
“Bom dia, minha netinha. Muito obrigada pela comida. Já tenho bastante vinho, mas uma garrafa a mais não fará mal. Aliás, deixei uma garrafa ótima em cima da mesa. Experimente um pouquinho!”.
Era a garrafa com o sangue da avó! Chapeuzinho Vermelho foi até a mesa, mas quando abriu a garrafa sentiu o cheiro de sangue. Com isso ela percebeu tudo que havia ocorrido. Encheu um copo com o sangue da avó e fingiu tomar. Sem que o lobo percebesse, ela conseguiu pegar uma faca que havia em cima da mesa e esconder nas roupas.
“Está muito frio, minha netinha, venha para a cama se aquecer um pouquinho”.
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“Vovó, que orelhas grandes você tem!”, Chapeuzinho Vermelho disse para o lobo.
“É para melhor te escutar!”
“E que pernas mais compridas você tem!”
“É para poder correr melhor, netinha!”
“E olhos grandes você tem!”
“São para poder enxergar bem!”
“Que braços mais compridos você tem!”
“São para melhor te agarrar!”
“E que dentes grandes você tem!”
“SÃO PARA TE COMER!”
O lobo saltou sobre Chapeuzinho Vermelho, mas ela já esperava por isso e conseguiu ser mais rápida, cravando a faca no coração do lobo, que caiu morto.
Todos lamentaram a morte da vovozinha, que era muito estimada pelos habitantes da aldeia, mas ao mesmo tempo se felicitaram com a esperteza de Chapeuzinho Vermelho, que conseguiu matar o lobo antes que ele a matasse. Logo após matar o lobo, Chapeuzinho Vermelho o esfolou e guardou a pele como lembrança de que não se deve confiar em alguém só porque parece ser gentil e usa palavras delicadas, pois são os atos e não as palavras que nos dizem o que devemos esperar dos outros.
CINDERELA
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Logo após o casamento a madrasta pôs a mostra o seu mau gênio. Detestava as qualidades da enteada, que faziam suas filhas parecerem ainda mais detestáveis. Incumbiu-lhe dos serviços mais pesados e grosseiros da casa. Era ela ainda menina que lavava toda louça e a roupa da casa, e as escadarias, e ainda limpava e arrumava os quartos. Seu quarto, na casa em que outrora era toda sua, agora era o sótão, enquanto sua madrasta e irmãs dormiam em quartos luxuosos, atapetados, ricamente decorados e com amplos espelhos, onde passavam horas se olhando, alimentando a sua vaidade.
Cinderela suportava tudo com paciência. Não se queixava com o pai que mais parecia estar enfeitiçado pela nova esposa. Todos os dias após terminar seu trabalho ela se sentava junto à lareira, no meio às cinzas, por isso todos a chamavam de Gata borralheira. Entretanto, apesar das roupas luxuosas das filhas da madrasta, Cinderela que usava quase trapos era evidentemente muito mais bonita do que elas.Certo dia o filho do rei, o príncipe resolveu dar um baile e convidar todas as pessoas importantes do reino, e a família da Gata Borralheira por ser da nobreza estava incluída. As irmãs ficaram eufóricas, ocupadíssimas, passavam todas as suas horas a escolher roupas, sapatos, jóias e penteados com que iriam ao baile. O que significava mais e mais trabalho para Cinderela que além de seu trabalho habitual tinha que lavar e passar toneladas de vestidos saias cheios de babados.
“Acho que vou usar meu vestido de veludo azul com gola de renda inglesa”, dizia a mais velha.
“Vou usar minha saia bordô com meu mantô de flores douradas e meu broche de diamantes”, dizia a segunda.
Fizeram vir o melhor cabeleireiro da região para que ficasse totalmente a disposição delas, fazendo os penteados mais rebuscados, mas quanto mais tentavam ser elegantes mais sua feiúra era ressaltada. A toda hora chamavam Cinderela para dar opinião, pois sabiam que era educada e tinha bom gosto. Cinderela, de boa vontade deu os melhores sugestões, e elas lhe perguntaram: “Cinderela, você gostaria de ir conosco ao baile?”
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“Tem razão, todos dariam boas risadas se vissem uma Gata Borralheira entrando no baile!”.
Cinderela, entretanto era muito bondosa, e não se ofendia, ajudando no que podia para que elas ficassem com o melhor aspecto possível. As irmãs, que estavam bem gordas, ficaram quase dois dias sem comer tentando emagrecer um pouquinho. Arrebentaram mais de uma dúzia de corpetes de tanto apertá-los na tentativa de afinar a cintura, e passavam os dias em frente ao espelho.
Finalmente chegou o grande dia. Elas começaram a se arrumar desde as primeiras horas da manhã e quando chegou a hora, partiram. Cinderela ficou vendo-as se afastar e começou a chorar.
Sua madrinha chegou, viu-a nesse estado e perguntou por que chorava: “Eu gostaria tanto e ir ao baile” e caiu novamente em prantos. O que Cinderela não sabia é que sua madrinha era uma fada, e a madrinha disse: “Você gostaria muito de ir ao baile, não é minha filha?”.
“Eu adoraria”, disse Cinderela, suspirando profundamente.
“Está bem, eu farei com que você vá a esse baile, e como a moça mais bonita do reino”.
A fada madrinha foi com Cinderela até o quarto dela e lhe disse: “Desça ao jardim e traga-me uma abóbora”.
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Em seguida ordenou à Cinderela: “Vá ao jardim e lá encontrará seis lagartos atrás da torneira. Traga-os para mim”.
Assim que ela os trouxe a madrinha os transformou em seis lacaios, que rapidamente se puseram atrás da carruagem com suas librês, ficando empoleirados como se tivessem passado a vida toda fazendo isso.
A fada se virou para Cinderela e disse: “Pronto, agora você já pode ir ao baile. Está feliz?”.
“Estou, mas não posso chegar ao baile assim, maltrapilha!”
“É mesmo”, disse a madrinha assustada, “deixe que eu dê um jeito nisso!” E tocou com sua varinha nas vestes pobres de Cinderela que imediatamente estas foram transformadas em um lindo vestido rosa claro todo bordado em ouro; seus cabelos ficaram penteados, belas jóias adornaram seu pescoço e em seus pés surgiu o mais belo par de sapatinhos de cristal.
"Sapatinhos de Cristal! Para mim bastariam sapatinhos de pele de algum animal", disse Cinderela.
"De jeito nenhum. Não acredite no que os outros dizem - para você, sapatinhos de cristal é que são o correto. Acredite na sua madrinha!", disse a fada.
Deslumbrante, Cinderela montou na carruagem. Sua madrinha lhe recomendou que acima de tudo, não passasse da meia noite, pois nesse instante toda magia irá desaparecer, sua carruagem voltará a ser abóbora, os animaizinhos voltarão a sua forma original e ela tornará a estar vestida de andrajos. Cinderela prometeu estar atenta e que sairia do baile antes do bater da meia noite.
Então partiu não cabendo em si de tanta alegria.
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Todos os olhos eram para ela, as damas não cansavam de examiná-la, suas roupas e penteado, ansiosas para fazer igual.
O príncipe conduziu Cinderela ao lugar de honra e depois a tirou para dançar, e ela dançava com tanta graça que a todos encantava. Comeu uma ceia maravilhosa, ficou frente a frente com suas irmãs que em nem um momento a reconheceram e estavam encantadas com ela, pensando que se tratasse de uma princesa estrangeira. Mas o príncipe logo que pode voltou a dançar com ela, e dançaram por horas. Cinderela estava tão envolta com o príncipe que não percebeu o tempo passar, foi quando então ouviu soar um quarto para a meia-noite. Sem pestanejar fez uma reverência e saiu correndo tão inesperada e rapidamente que o príncipe ficou sem ação.
Só foi o tempo de chegar em casa e o encanto se desfez, voltando tudo a ser como era. Cinderela foi falar com a sua madrinha, contou como foi o baile, agradeceu-lhe muito e disse que gostaria muito de ir novamente ao baile do dia seguinte, pois o príncipe a convidara.
Enquanto conversava com a madrinha as irmãs e a madrasta chegaram e bateram à porta; Cinderela foi abrir.
− “Como demoraram a chegar!”, disse, bocejando, esfregando os olhos e se espreguiçando como se tivesse acabado de acordar. As irmãs queriam espezinhá-la e não paravam de contar coisas magníficas sobre o baile: “Se você tivesse ido ao baile teria visto a mais bela princesa que já apareceu neste reino, ela ficou nossa amiga, não parava de conversar conosco!”.
Cinderela ficou radiante ao ouvir essas palavras, e também achou muito engraçado. Perguntou o nome da princesa, mas as irmãs responderam que ninguém a conhecia e que até o príncipe estava pasmo. Ele daria qualquer coisa para saber quem era ela. Cinderela sorriu e lhes disse: “Ela era bonita mesmo”? Que sorte vocês tiveram! Ah, se eu pudesse vê-la também! “Que pena!” E as irmãs começaram a rir e a debochar: “Você, a Gata Borralheira, chegar perto de uma fina dama da corte, não nos faça rir!”.
No dia seguinte, ou melhor, na noite seguinte as duas irmãs e a madrasta foram no segundo baile, mas o que elas não podiam imaginar é que Cinderela também foi e ainda mais magnificamente trajada que da primeira vez. Usava um vestido verde, da cor de seus olhos, e que trazia todos os peixinhos do mar. Como na primeira noite o príncipe ficou todo o tempo junto dela e não parou de lhe sussurrar palavras doces. A jovem estava se divertindo tanto dançando com seu amado que esqueceu o conselho da sua madrinha, e foi com um grande susto que escutou soar a primeira badalada da meia-noite. Libertou-se dos braços do príncipe e fugiu célere como uma corsa. O príncipe a seguiu, mas não conseguiu alcançá-la. Ela deixou cair um dos seus sapatinhos de cristal, que o príncipe pegou e guardou com todo cuidado.
Cinderela chegou em casa sem fôlego, sua carruagem virou uma abóbora que ficou aos pedaços pelo caminho, os lacaios voltaram a ser os bichinhos de antes e suas roupas os mesmos trapos de sempre; não lhe restara nada de todo esplendor de a pouco, apenas um pé dos sapatinhos, o par do que deixara cair.
O rei deu ordens a guarda para procurá-la em todos os cantos, e assim foi feito, mas não se encontrou nem sombra dela.
Quando as irmãs e a madrasta voltaram do baile Cinderela perguntou como foi, se tinham se divertido e se a bela dama lá estivera. Responderam que sim, mas que fugira ao toque da décima segunda badalada, e tão depressa que deixara cair um de seus sapatinhos de cristal, o mais lindo do mundo. Contaram que o filho do rei o pegara e que junto aos seus soldados saíra em busca da sua linda princesa. Tinham certeza que ele estava completamente apaixonado pela linda moça, a dona do sapatinho.
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Pediu a Cinderela que se sentasse. Levou o sapato até seu pezinho e viu que cabia perfeitamente, como um molde de cera. O espanto da madrasta e das irmãs foi grande, mas maior ainda quando Cinderela tirou do bolso o outro sapatinho e o calçou. Neste instante a madrinha entrou pela sala e tocando-a com sua varinha os trapos de Cinderela, transformou-os de novo em seu esplêndido vestido.
As duas irmãs pasmas perceberam que Cinderela era a linda princesa que tinham visto no baile. Jogaram-se aos seus pés para lhe pedir perdão por todos os maus tratos que a tinham feito sofrer. Cinderela perdoou tudo, abraçando-as.
Levaram Cinderela até o príncipe, suntuosamente vestida como estava. Ela lhe pareceu mais bela que nunca e poucos dias depois estavam casados. Cinderela, que era tão boa quanto bela, casou as duas irmãs com dois grandes senhores da corte, mas preferiu nunca mais vê-las, por uma questão de segurança.
A BRANCA DE NEVE E OS SETE ANÕES
Era uma vez, uma linda princesa chamada Branca de Neve, cuja beleza desabrochava dia a dia, causando inveja em sua madrasta, a rainha. Todos os dias, a rainha perguntava ao seu Espelho Mágico quem era a mulher mais bela do reino. Enquanto o espelho respondia que sua beleza reinava suprema, tudo corria bem.Até o dia, contudo, que o espelho respondeu à habitual pergunta com uma revelação: "Branca de Neve é a mais bela do reino", um fato que também já havia chamado a atenção de um atraente príncipe.Imediatamente, a rainha trama para que Branca de Neve seja assassinada por um caçador servil, em pleno coração da floresta. Na hora "H", entretanto, sem coragem para levar a cabo a execução da jovem princesa, o caçador recomenda que ela fuja e esconda-se nas profundezas da floresta para nunca mais voltar. Assustada, ela obedece, correndo em disparada até cair por terra numa clareira, exausta e aos prantos.Um bando de passarinhos e animais silvestres amistosos a consola e ajuda. Os animais conduzem Branca de Neve à cabana dos sete anões, que passam os dias fora de casa, trabalhando numa mina de diamantes próxima dali. Presumindo que o local fosse habitado por crianças, uma vez que tudo em seu interior era tão pequeno, ela limpa e põe toda a casa em ordem, prepara o jantar e, então, cai no sono. Quando os sete anões - Mestre, Feliz, Zangado, Soneca, Dengoso e Dunga - retornam do trabalho à noitinha, encontram Branca de Neve adormecida.Enquanto isso, no castelo, a malvada rainha não tardou, por meio de seu espelho mágico, a saber que a linda princesinha permanecia viva e continuava a ser a mulher mais bela do reino. Disfarçando-se como uma pobre velhinha vendedora de maçãs, ela envenena uma maçã suculenta e, no dia seguinte, quando os anões estão longe de casa trabalhando, visita Branca de Neve na casinha da floresta e lhe oferece a fruta envenenada. Ao morder a maçã, a jovem cai ao chão, desfalecida, como se estivesse morta.Os animais e pássaros do bosque, tendo reconhecido a rainha disfarçada, correm e voam até a mina para alertar os anões, que retornam correndo para ajudar Branca de Neve, porém chegam tarde demais. Imediatamente, eles se lançam numa perseguição à bruxa até o topo de uma montanha muito alta, onde, encurralada, ela escorrega e despenca pelo precipício, encontrando seu fim.Desolados, os anões fazem um esquife de vidro para sua amiguinha, que era bela demais para ser enterrada. Dia e noite, eles velam por ela, tomando-a por morta, sem saber que o feitiço da maçã envenenada pode ser quebrado pelo primeiro beijo de amor.O príncipe, que já conhecia Branca de Neve e havia se apaixonado por ela, ouve acerca da jovem que jaz num ataúde de vidro na floresta e decide procurá-la. Atraído por sua beleza, ele a beija. De repente, os olhos da jovem se abrem, como se ela acabasse de despertar de um sono profundo.Branca de Neve e o príncipe, montados em seu belo cavalo, celebram com os animais da floresta e com os sete anões e, em meio a risos e lágrimas de alegria, partem rumo ao castelo do príncipe, onde viveram felizes para sempre.
Era uma vez, uma linda princesa chamada Branca de Neve, cuja beleza desabrochava dia a dia, causando inveja em sua madrasta, a rainha. Todos os dias, a rainha perguntava ao seu Espelho Mágico quem era a mulher mais bela do reino. Enquanto o espelho respondia que sua beleza reinava suprema, tudo corria bem.Até o dia, contudo, que o espelho respondeu à habitual pergunta com uma revelação: "Branca de Neve é a mais bela do reino", um fato que também já havia chamado a atenção de um atraente príncipe.Imediatamente, a rainha trama para que Branca de Neve seja assassinada por um caçador servil, em pleno coração da floresta. Na hora "H", entretanto, sem coragem para levar a cabo a execução da jovem princesa, o caçador recomenda que ela fuja e esconda-se nas profundezas da floresta para nunca mais voltar. Assustada, ela obedece, correndo em disparada até cair por terra numa clareira, exausta e aos prantos.Um bando de passarinhos e animais silvestres amistosos a consola e ajuda. Os animais conduzem Branca de Neve à cabana dos sete anões, que passam os dias fora de casa, trabalhando numa mina de diamantes próxima dali. Presumindo que o local fosse habitado por crianças, uma vez que tudo em seu interior era tão pequeno, ela limpa e põe toda a casa em ordem, prepara o jantar e, então, cai no sono. Quando os sete anões - Mestre, Feliz, Zangado, Soneca, Dengoso e Dunga - retornam do trabalho à noitinha, encontram Branca de Neve adormecida.Enquanto isso, no castelo, a malvada rainha não tardou, por meio de seu espelho mágico, a saber que a linda princesinha permanecia viva e continuava a ser a mulher mais bela do reino. Disfarçando-se como uma pobre velhinha vendedora de maçãs, ela envenena uma maçã suculenta e, no dia seguinte, quando os anões estão longe de casa trabalhando, visita Branca de Neve na casinha da floresta e lhe oferece a fruta envenenada. Ao morder a maçã, a jovem cai ao chão, desfalecida, como se estivesse morta.Os animais e pássaros do bosque, tendo reconhecido a rainha disfarçada, correm e voam até a mina para alertar os anões, que retornam correndo para ajudar Branca de Neve, porém chegam tarde demais. Imediatamente, eles se lançam numa perseguição à bruxa até o topo de uma montanha muito alta, onde, encurralada, ela escorrega e despenca pelo precipício, encontrando seu fim.Desolados, os anões fazem um esquife de vidro para sua amiguinha, que era bela demais para ser enterrada. Dia e noite, eles velam por ela, tomando-a por morta, sem saber que o feitiço da maçã envenenada pode ser quebrado pelo primeiro beijo de amor.O príncipe, que já conhecia Branca de Neve e havia se apaixonado por ela, ouve acerca da jovem que jaz num ataúde de vidro na floresta e decide procurá-la. Atraído por sua beleza, ele a beija. De repente, os olhos da jovem se abrem, como se ela acabasse de despertar de um sono profundo.Branca de Neve e o príncipe, montados em seu belo cavalo, celebram com os animais da floresta e com os sete anões e, em meio a risos e lágrimas de alegria, partem rumo ao castelo do príncipe, onde viveram felizes para sempre.
DESCRIÇÃO DAS ATIVAIDES
1ª aula- a Obra e o autor: (linguagem e Representação através de desenhos)
Predição do livro a Branca de Neve e os Sete anões, sondar os conhecimentos prévios das crianças...
Quem sabe o que é isso?
É um livro de história? E qual é o nome da história?Alguém saberia contar?
Após esses debates poderia ser lida a história com exploração oral do texto:
Por que a Branca de Neve é querida por todos?
Por que a Madrasta não gostava dela?
O que você achou da atitude do caçador
Você acha que as pessoas são bonitas pelos sentimentos ou pela aparência física?
Atividade em folha: Desenho da História e escrita espontânea dos personagens
2ª aula- Respeitando as diferenças: Matématica e Pluralidade
Conversar com as crianças sobre as características de cada anãozinho por que cada um é diferente e mesmo assim são muito unidos.
Levar á plenária do pré conceito dos anões em relação a Branca de Neve ser mulher, isto é certo? Fazer julgamentos antes de conhecer alguém?
Fazer a votação de qual dos sete anões gostou mais, cada criança coloca um tracinho não lado do anão escolhido e depois pode ser montado um gráfico, contados os votos e feito um desenho no caderno do ganhador.
Escrita espontânea dos nomes dos anões.
3ª aula- Sociedade
Conversar com os alunos sobre os diferentes tipos de paisagens?
Onde se passa a História da Branca de Neve?
Qual as Características da Floresta?
Onde a Madrasta mora é igual á casa dos anões?
4ª aula- Natureza
Na história da Branca de neve aparecem vários animais, conversar com as crianças sobre o a habita destes animais se são da floresta ou do bosque, são grandes ou pequenos?
A Branca de Neve Gostava de Comer frutas, qual ela mais gostava? As frutas são alimentações saudáveis?
Atividade: Fazer uma Lista dos animais que aparecem no DVD da Branca de Neve.
5ª Artes:
Construir uma maquete da História e da Fábula na sala de aula com a Professora.
1ª aula- a Obra e o autor: (linguagem e Representação através de desenhos)
Predição do livro a Branca de Neve e os Sete anões, sondar os conhecimentos prévios das crianças...
Quem sabe o que é isso?
É um livro de história? E qual é o nome da história?Alguém saberia contar?
Após esses debates poderia ser lida a história com exploração oral do texto:
Por que a Branca de Neve é querida por todos?
Por que a Madrasta não gostava dela?
O que você achou da atitude do caçador
Você acha que as pessoas são bonitas pelos sentimentos ou pela aparência física?
Atividade em folha: Desenho da História e escrita espontânea dos personagens
2ª aula- Respeitando as diferenças: Matématica e Pluralidade
Conversar com as crianças sobre as características de cada anãozinho por que cada um é diferente e mesmo assim são muito unidos.
Levar á plenária do pré conceito dos anões em relação a Branca de Neve ser mulher, isto é certo? Fazer julgamentos antes de conhecer alguém?
Fazer a votação de qual dos sete anões gostou mais, cada criança coloca um tracinho não lado do anão escolhido e depois pode ser montado um gráfico, contados os votos e feito um desenho no caderno do ganhador.
Escrita espontânea dos nomes dos anões.
3ª aula- Sociedade
Conversar com os alunos sobre os diferentes tipos de paisagens?
Onde se passa a História da Branca de Neve?
Qual as Características da Floresta?
Onde a Madrasta mora é igual á casa dos anões?
4ª aula- Natureza
Na história da Branca de neve aparecem vários animais, conversar com as crianças sobre o a habita destes animais se são da floresta ou do bosque, são grandes ou pequenos?
A Branca de Neve Gostava de Comer frutas, qual ela mais gostava? As frutas são alimentações saudáveis?
Atividade: Fazer uma Lista dos animais que aparecem no DVD da Branca de Neve.
5ª Artes:
Construir uma maquete da História e da Fábula na sala de aula com a Professora.
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sexta-feira, 20 de abril de 2012
O ADVOGADO E O PERITO – Adriano Alves
E lá estava ele. Finalmente advogando. Mantendo a tradição
de duas gerações de sua família. Seu avô tinha sido um grande advogado no
interior, dono de uma das mais importantes bancas de advogado que o Estado já
vira. Seu pai também fora advogado. Formado na capital, em uma federal, e até
hoje militante.
E agora, finalmente ele também advogando. Tudo bem que teve
que comprar uma vaga em uma faculdade particular, pois não conseguira passar no
vestibular de uma federal de jeito nenhum. Tudo bem que passara a maior parte
do curso no quiosque perto da facul, bebendo caipirosca com os outros futuros
bacharéis. Tudo bem que se aproveitou do fato de seu pai ser conselheiro da
OAB, para dar um jeitinho de descobrir o gabarito e o tema das provas práticas
antes de todo mundo.
Mas nada disso importava mais. O que conta é a prática. O
importante é que agora estava lá advogando. Estava para começar a sua primeira
Audiência em um caso de homicídio. Seu cliente disparara dez vezes contra a
vítima. Mas ele estava disposto a provar que a vítima estava viva e que fora o
legista que a matara na hora da autópsia. Era uma tese impossível diziam para
ele, mas não importava ele era um grande advogado, como seu pai e seu avô. Estava
no sangue e ele se achava capaz de convencer qualquer um de qualquer coisa,
pois afinal tinha de ser muito competente para chegar onde ele chegara. Não era
para qualquer um não. E para ele não havia tese de defesa impossível não.
O juiz terminou sua inquirição e passou a palavra a ele para
que o advogado inquirisse o legista.
- Doutor perito legista, antes de fazer a autópsia, o senhor checou o pulso da vítima?
- Não senhor, doutor advogado.
- Doutor perito legista, o senhor checou a pressão arterial?
- Não senhor, doutor advogado.
- Doutor perito legista, o senhor checou a respiração? Falou empostando a voz e estufando o peito.
- Não senhor. Respondeu calmamente o legista.
Finalmente chegara o momento que tanto esperava para brilhar
sua estrela no caso. Tinha que ser teatral e fazer um ato forte para chocar
todos os presentes e mostrar-lhes seu brilhantismo intelectual.
De inopino, e com um sorriso no rosto, saltou da cadeira,
ficou de pé, deu um murro na mesa e, ato contínuo, colocou um dos pés na
cadeira em que estava, apoiando-se no joelho. Fitou a testemunha no fundo dos
seus olhos e perguntou:
- Então, é possível que a vítima estivesse viva quando a
autópsia começou?
O perito legista, impassível respondeu:
- Não senhor, doutor advogado.
Ainda mais sarcástico e incisivo o advogado retorquiu
fazendo voz de trovão.
- COMO O SENHOR PODE TER TANTA CERTEZA?
- Porque o cérebro do paciente estava num jarro sobre a mesa, doutor advogado.
E ainda fazendo voz de trovão e não se dando por vencido, disse o advogado:
- MAS ELE PODERIA ESTAR VIVO, MESMO ASSIM?
E o perito:
- Sim, doutor advogado, é possível que a vítima ainda estivesse viva sem o cérebro e cursando Direito em alguma faculdade por aí!!!
A aliança
Luis Fernando Verissimo
Esta é uma história exemplar, só não está muito claro qual é o exemplo. De qualquer jeito, mantenha-a longe das crianças. Também não tem nada a ver com a crise brasileira, o apartheid, a situação na América Central ou no Oriente Médio ou a grande aventura do homem sobre a Terra. Situa-se no terreno mais baixo das pequenas aflições da classe média. Enfim. Aconteceu com um amigo meu. Fictício, claro.
Ele estava voltando para casa como fazia, com fidelidade rotineira, todos os dias à mesma hora. Um homem dos seus 40 anos, naquela idade em que já sabe que nunca será o dono de um cassino em Samarkand, com diamantes nos dentes, mas ainda pode esperar algumas surpresas da vida, como ganhar na loto ou furar-lhe um pneu. Furou-lhe um pneu. Com dificuldade ele encostou o carro no meio-fio e preparou-se para a batalha contra o macaco, não um dos grandes macacos que o desafiavam no jângal dos seus sonhos de infância, mas o macaco do seu carro tamanho médio, que provavelmente não funcionaria, resignação e reticências... Conseguiu fazer o macaco funcionar, ergueu o carro, trocou o pneu e já estava fechando o porta-malas quando a sua aliança escorregou pelo dedo sujo de óleo e caiu no chão. Ele deu um passo para pegar a aliança do asfalto, mas sem querer a chutou. A aliança bateu na roda de um carro que passava e voou para um bueiro. Onde desapareceu diante dos seus olhos, nos quais ele custou a acreditar. Limpou as mãos o melhor que pôde, entrou no carro e seguiu para casa. Começou a pensar no que diria para a mulher. Imaginou a cena. Ele entrando em casa e respondendo às perguntas da mulher antes de ela fazê-las.
— Você não sabe o que me aconteceu!
— O quê?
— Uma coisa incrível.
— O quê?
— Contando ninguém acredita.
— Conta!
— Você não nota nada de diferente em mim? Não está faltando nada?
— Não.
— Olhe.
E ele mostraria o dedo da aliança, sem a aliança.
— O que aconteceu?
E ele contaria. Tudo, exatamente como acontecera. O macaco. O óleo. A aliança no asfalto. O chute involuntário. E a aliança voando para o bueiro e desaparecendo.
— Que coisa - diria a mulher, calmamente.
— Não é difícil de acreditar?
— Não. É perfeitamente possível.
— Pois é. Eu...
— SEU CRETINO!
— Meu bem...
— Está me achando com cara de boba? De palhaça? Eu sei o que aconteceu com essa aliança. Você tirou do dedo para namorar. É ou não é? Para fazer um programa. Chega em casa a esta hora e ainda tem a cara-de-pau de inventar uma história em que só um imbecil acreditaria.
— Mas, meu bem...
— Eu sei onde está essa aliança. Perdida no tapete felpudo de algum motel. Dentro do ralo de alguma banheira redonda. Seu sem-vergonha!
E ela sairia de casa, com as crianças, sem querer ouvir explicações. Ele chegou em casa sem dizer nada. Por que o atraso? Muito trânsito. Por que essa cara? Nada, nada. E, finalmente:
— Que fim levou a sua aliança? E ele disse:
— Tirei para namorar. Para fazer um programa. E perdi no motel. Pronto. Não tenho desculpas. Se você quiser encerrar nosso casamento agora, eu compreenderei.
Ela fez cara de choro. Depois correu para o quarto e bateu com a porta. Dez minutos depois reapareceu. Disse que aquilo significava uma crise no casamento deles, mas que eles, com bom-senso, a venceriam.
— O mais importante é que você não mentiu pra mim.
E foi tratar do jantar.
Texto extraído do livro "As mentiras que os homens contam", Editora Objetiva - Rio de Janeiro, 2000, pág. 37.
A vida e a obra de Luis Fernando Verissimo estão em "Biografias".
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